
Estou descobrindo as tarefas domésticas que gosto e que não gosto de executar. Estou cuidando da minha casa sozinha, aí fica fácil diagnosticar aquelas que
definitivamente enchem o saco. Cuidar de roupas. Gente, eu gosto de
comprar roupas e não de lavar, estender, retirar do varal, passar e guardar.
Caramba, pensa numa atividade chata. E fica mais chata ainda, porque sou muito exigente quanto ao estado final delas, aí redobro os cuidados e, consequentemente, o trabalho.
Como as peças são minhas, eu espero acumulá-las para tirar um dia e executar a tal obrigação. Coloco na máquina as mais pesadas: lençol, edredon, toalhas e calças jeans. Lavo na mão: roupa íntima, blusas e vestidos. Sim, porque oi colocar blusa dentro de máquina nem morta. Sai amarrotada, se for preta pega pêlo, se for branca não lava direito, um caos.
O certo é que coloco no cabide as vestimentas superiores. Qualquer coisa pra diminuir o esforço na hora de passar no ferro. Aí, espero a máquina desligar pra estender as outras. Vez ou outra, no início, em ritmo incipiente de habilidades na área, eu deixava arrastar no chão as toalhas úmidas e recém-lavadas e tinha que retorná-las à máquina para consertar o transtorno de tê-las sujado novamente.
Às primeiras experiências, dei o nome de lavagem surpresinha, pois só Deus saberia se ficariam, de fato, lavadas, segundo meus padrões rígidos. Eu colocava pra secar do lado avesso e, na hora de retirar do varal, ficava ansiosa pra saber se o lado usual estava dentro dos critérios de limpeza considerado normais. Algumas vezes não. Outras vezes, sim.
Felizmente, não sujo muito a roupa. A maioria das vezes, a roupa entra "no banho" pra tirar cheiro de perfume, suor ou para manter a cor viva.
Agora que acertei a quantidade de sabão em pó o suficiente para não deixar a roupa dura ou esbranquiçada, me atenho a experimentar novos produtos de limpeza, como: água sanitária para roupas coloridas, sabão que tira manchas secas, facilitador de passar roupas, sabão de lavar roupas íntimas e etc...
Pelo menos uma vantagem existe nisso tudo: aprendi a valorizar o trabalho de quem, antes, fazia pra mim esses serviços. Às vezes, na hora de sair, eu pedia: - Passa essa roupa pra mim? A pessoa ligava o ferro pra passar uma peça, só por minha causa. Aliás, taí, outra coisa que assimilei bem: ferro de passar roupa é um monstro consumidor de energia elétrica.
Olha, não tá fácil mas, o aprendizado está ótimo. Acho que TODA mulher deveria fazer isso, pelo menos uma vez na vida.
Volto pra contar outra peripécia ou desventura doméstica, em breve.
beijokas da Gildoca.